lc 5, 35-36
"E disse-lhes também uma parábola: Ninguém tira um pedaço de uma roupa nova para a coser em roupa velha, pois romperá a nova e o remendo não condiz com a velha.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão;"
comentem!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
nunca entendi essa parábola...
Postado por
Gustavo Nering
05:58
terça-feira, 14 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
oração
Postado por
Gustavo Nering
07:07
outra coisa que discerni foi que o chamado à oração não era uma exortação a falar com Deus, mas meramente estar em silêncio em sua presença. sempre me chamou atenção o fato de que no quarto a portas fechadas, Deus não ouve o que dizemos, mas nos vê: a oração é muito mais uma atitude de entrega, rendição e disponibilidade, do que um monólogo piedoso diante de Deus. talvez por esta razão Jesus tenha dito que o filho não pode fazer nada, exceto aquilo que vê o pai fazer. mais uma vez, faz sentido, pois se o pai está trabalhando devemos esperar que ele mesmo decida a recompensa nos chame a cooperar com sua obra redentora. quem não ora, não colabora. e quem ora somente através das palavras também não colabora - espera colaboração.
também tive minha atenção voltada para o fato de que a oração tem muito mais a ver com o amor do que com o poder de Deus. no quarto a portas fechada, Deus não é o general, o todo-poderoso, mas o pai que nos sussurra: "você é meu filho amado, em quem eu tenho prazer". no quarto, a portas fechadas, a oração não é um amontoado de palavras, insistentes repetições de petições, uma lista de assuntos a tratar com Deus como quem despacha com seu funcionário na manhã de segunda feira. a oração em secreto é um pronunciar singelo do "Aba", o balbuciar da criança que descança em absoluta confiança no colo do papai do céu.
trecho do livro outra espiritualidade de ed rené kivitz.
sábado, 4 de abril de 2009
no line on the horizon
Postado por
Gustavo Nering
07:39

quando vi as primeiras coisas que o u2 vinha falando sobre o próximo disco, fiquei um pouco com o pé atrás. bono declarava que esse álbum mudaria a história do roquenrol e seria uma proposta completamente diferente de todos os outros albúns.
achei que sairia uma bomba e não viria nada de novo. uma luz no fim do túnel vinha com uma suposta produção de rick rubin (o cara que produziu o primeiro disco do beastie boys, o melhor do run dmc, os melhores do rage against the machine, 99 problems do jay z e assim vai...) que acabou não dando certo. no fim das contas a produção ficou a cargo de brian eno (produziu david bowie, talking heads, devo e unfergettable fire - na minha opinião o primeiro ótimo disco do u2 e o que definiu seu estilo) e de daniel lanois (outros discos do u2, bob dylan, peter gabriel), que tem um currículo a zelar e mais uma pérola do roquenrol a adicionar em suas carreiras.
quando ouvi a primeira música no fantástico (!) fiquei abismado com uma sonoridade dançante, uma linha de baixo inquietante e um som muito louco! get on your boots fala de fantasmas irreais que fazem nossas crianças gritar e grita pra que Deus venha nos encontrar no som - get me in the sound/ meet me in the sound (me coleque dentro do som/ me encontre no som) repete bono vox em um mantra circundado por baterias pesadas como no hip hop/ funk dos anos 80...
em magnifecent, em meio aquela guitarrinha batida e uma bateria martelada, bono confessa i was born to sing for you/ i didn’t have a choice but to lift you up/ and sing whatever song you wanted me to/ i give you back my voice/ from the womb my first cry, it was a joyful noise… (eu nasci para cantar para você / eu não tenho escolha, mas para levantar você / e cantar qualquer canção que você queria que eu / eu dou-te a minha voz / desde o ventre o meu primeiro grito, era um alegre ruído...)
ainda em stand up comedy um funk rock inquieto feito pra pista, bono diz i got to stand up and take a step /you and i have been asleep for hours (eu tenho que levantar e dar um passo/ eu e você tivemos dormindo por horas) evocando o movimento em um mundo parado e apático.
um disco redondinho com músicas dançantes, políticas misturando sonoridades que normalmente não se encontram na música pop. a maior banda do mundo vem esbanjando espiritualidade, criatividade e movimento!
quem quiser ouvir tem um link aqui.